no dentro eu:
tem eixos interpretados
pedaços modernosos;
tem taxas à pagar,
níquéis proibitolóides.
e um falar seco,
raspando
dia a dia, reza a reza
do outro eu em eu de ferro:
me trovejo de poemas
lundi 2 avril 2012
Visões 2
os azuis verdes dos olhos
sob venda, luva
glaucoma cinza preto
sol volteado cromatiza
de alaranjado outono
as cores anacrônicas do sangue
a morte entre branco e preto
cores de nó cego
vermelho acácia
não!
não!
apenas
crepúsculo lacrimogênio
sob venda, luva
glaucoma cinza preto
sol volteado cromatiza
de alaranjado outono
as cores anacrônicas do sangue
a morte entre branco e preto
cores de nó cego
vermelho acácia
não!
não!
apenas
crepúsculo lacrimogênio
vendredi 24 février 2012
21 de fevereiro
nuvens se despeçando,
esbagaça as horas,
fabricando passados
opacos,
fosforecendo,
abertos;
dias normais,
um mero 21 de fevereiro,
dias de burocráticas nomenclaturas,
opacos,
repetidos,
abertos,
nascidos na velhice;
as nuvens se desfazem
em chuva,
em imagens:
cara de mulher debaixo da lua,
dragões acetinados,
minha morte
esbagaça as horas,
fabricando passados
opacos,
fosforecendo,
abertos;
dias normais,
um mero 21 de fevereiro,
dias de burocráticas nomenclaturas,
opacos,
repetidos,
abertos,
nascidos na velhice;
as nuvens se desfazem
em chuva,
em imagens:
cara de mulher debaixo da lua,
dragões acetinados,
minha morte
Um Reggae: "Rastafári Cola-Cola"
dredes enlaçados
entrançados
entalados
na tração
dos mercados
propagação
de bens além
da integridade
da criticidade
sem grito do refém
refém
devora esmola
da mídia
que o degola --
Rastafári Coca-Cola
entrançados
entalados
na tração
dos mercados
propagação
de bens além
da integridade
da criticidade
sem grito do refém
refém
devora esmola
da mídia
que o degola --
Rastafári Coca-Cola
jeudi 23 février 2012
Salvação
em poemas,
em fatias,
em gotas de sangue,
cortado em cubos
o espanto.
átimo velado
perante exército de horas
derramadas em homogêneo
em fatias,
em gotas de sangue,
cortado em cubos
o espanto.
átimo velado
perante exército de horas
derramadas em homogêneo
A dor de um azul céu.
o avião dependurado no arco da ponte aérea
e as placas do aeroporto já não me deixam vê-la.
se despedir é como ver um mundo quebrado,
a distância desintegrando o rosto da pessoa
...
depois a impressão é que a vida
não é mais que arquivamentos
bulindo na parte de dentro e escura da gente
o avião dependurado no arco da ponte aérea
e as placas do aeroporto já não me deixam vê-la.
se despedir é como ver um mundo quebrado,
a distância desintegrando o rosto da pessoa
...
depois a impressão é que a vida
não é mais que arquivamentos
bulindo na parte de dentro e escura da gente
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